Passeio á Povoa para ver as sereias.

Próxima saída domingo 14 de Outubro pelas 8,30 na Paluse

domingo, 5 de fevereiro de 2012

FRIO! MUITO FRIO! NA SERRA DE MONTEMURO

   Não foi a previsão e a constatação de temperaturas negativas que podiam demover a vontade que os Bikenaturas já há algum tempo manifestavam em fazer uma incursão pela serra de Montemuro. 

   Por isso, tal como o combinado, marcaram presença na hora da saída sete tórridos Bikenaturas.

   Acomodadas as bikes na carrinha habitual, lá partimos rumo a Gralheira, povoação situada em pleno planalto da serra de Montemuro. Passamos por Marco de Canavezes, atravessando o Rio Douro via barragem do Carrapatelo. Daqui até ao planalto da Gralheira o percurso é impróprio para quem sofre de enjoo.


   Calmamente, porque tínhamos que apreciar e fotografar a paisagem, tomando, assim, algum conhecimento daquilo que nos esperava, chegamos a Gralheira. 


  O largo da eira foi o local ideal para atracarmos e prepararmo-nos para o degelo.

   Mal montamos as burras tivemos que nos apear. O Recanto dos Carvalhos fez- nos lembrar um pormenor importante, diria mesmo, do nosso principal desígnio: era necessário tratar do nosso repasto.
   Feita a reserva, o Bat. concentra-se no GPS em busca do trilho engeirado que tinha sacado da Net.

   Não quisemos dar início ao percurso sem antes perscrutar a gente autóctone que se aquecia ao sol na praça principal da freguesia. E que na opinião destes nós deveríamos abordar o trilho pelo lado sul. Pois!... Haverá alguém que consiga convencer o nosso Batedor? Nem pensar! Qual sul qual quê. «Vamos por aqui abaixo». Disse ele.


   É claro que passados alguns metros, compreendemos qual a razão dos nossos informadores se admirarem com um sorriso malandro quando decidimos contrariá-los.

   De facto, a geira só era transitável de patins, parecendo se mais uma pista de gelo. Isto, claro, para pessoas normais. Logicamente que os Bikenaturas souberam contrariar este obstáculo fazendo deslizar a bike pelo gelo aproveitando alguma aderência que as ervas secas permitiam para as segurar.


  Após esta primeira fase conturbada, conseguimos dominar a geira com toda a nossa técnica e perseverança...E, por momentos foi-nos possível apreciar algumas "estalactites" formadas pelo intenso frio sentido nessas paragens.

   Durante algumas centenas de metros fomos acompanhandos, quase sempre, por um ribeiro que era simplesmente encantador...

   
Já em terreno mais "biclável", com eólicas bem conhecidas do Marcamano, os Bikenaturas lá tiveram o primeiro montezinho para ultrapassar.


Entretanto apresentou-se a nossa frente um lago semi-congelado onde o Tenor ainda quis convencer, lançando um pedragulho para às águas, alguns Bikenaturas a rolar, menos ele claro!, que era possível rolar. Mas esse "sois disant" empirirismo não convenceu os outros Bikenaturas. No entanto as "burras" ainda tentaram...

  
   Após este pequeno momento "titânico" os Bikenaturas deliciaram-se com uma descida bem graciosa e com alguma adrenalina a condimentá-la...

   
Chegamos a Cotelo. Outra povoação situada já na encosta do monte com ruelas totalmente empedradas com assinalável trânsito de gado e de alguns residentes que tiveram a amabilidade de nos receber e nos dar a conhecer algum artesanato local e costumes.


   Houve um que brincou com o nome da povoação propondo-nos uma adivinha: «Como se leria o nome da povoação (Cotelo) ao contrário?». Fizemos algum esforço de agilidade mental  mas não chegamos a coisa concisa. O aldeão, vendo que não íamos a lado nenhum prontificou-se a desvendar o trocadilho e esclareceu que «Co-te-lo às avessas era a mesma coisa que tê-lo no cu», perdoem-me o vernáculo. Enfim, será. Sendo ou não, o certo é que provocou uma enorme risada de todos os presentes.


   Era hora de encetarmos a segunda parte do percurso e que se revelou bem mais penosa que a primeira. Um trilho bastante íngreme e longo que atravessava uma outra localidade cujo nome não tivemos oportunidade de saber apesar dos esforços nesse sentido. Era hora de almoço, e ao contrário de Cotelo, aqui ninguém saiu à rua para dar essa informação.


   Este trilho levou-nos a um estradão bem mais suave e divertido. Pudera! Estávamos já próximos do Recanto dos Carvalhos onde nos esperava a merecida recompensa.



   Fartinhos e quentinhos, a vontade de passear pela região não era muita e por isso, apenas nos dedicamos ao fumo da amizade e a posar para a estrela solar no largo da eira com alguma conversa à mistura.



 Igualmente deparamo-nos com uma concentração de "vespistas" onde algumas dessas preciosidades faziam inveja a qualquer Bikenaturas.

   Porque a distância que nos separava de Bairro ainda era considerável, tínhamos que nos despachar. Apenas uma paragem em Marco para comprar os famosos doces e biscoitos da região.

   Foram deslizados, segundo o Garmin cerca de 16 km, mas penso que ele devia ter-se avariado com o frio, não é pessoal???????????????????? Libertamos, também, 847 sorrisos de alegria durante este dia de convívio.
                                               El Presidente
(com  pequenos "riscos" do Skriba)
Os Bikenaturas:
 e .