Passeio á Povoa para ver as sereias.

Próxima saída sexta feira 1 Dezembro pelas 16 horas na sede.

terça-feira, 9 de julho de 2013


SENHORA DA GRAÇA - REVISITADA

Vamos lá esquecer os momentos de crise que atravessamos e narrar um feito que os Bikenaturas, pela segunda vez, realizaram.

Embora convocatória fosse atempadamente divulgada e alargada a todos os Bikenaturas e afins, desta feita, para além dos repetentes (Tenor, El Presidente, Wolf e Batedor), cometeram a proeza, o Riones e o mais recente elemento Mandarilo.

O Nosso apoio levou-nos até ao parque de campismo de Mondim de Basto. Foi a partir daqui que iniciamos o percurso constante do track que o Bat. tinha copiado para o Garmin.

Tal como da primeira vez o percurso contemplava trilhos lindíssimos. Porém, e apesar de toda a nossa atenção, não vislumbramos qualquer cerejeira.

Depois de atravessarmos a pequena ponte sobre o rio Cabril, o GPS, assumindo a sua estupidez, enviou-nos para uma mata cheia de fetos e muitas urtigas o que motivou que lhe endereçássemos alguns vitupérios.

 
Por fim atinou deixando-nos num estradão que iria ligar ao outro que percorrêramos da última vez e que nos levaria até às Fisgas do Ermelo.

Era o momento de pararmos, reabastecer-nos de água e admirarmos a paisagem linda e agreste que as Fisgas proporcionam.

Mais algumas fotos para a memória antes de encetarmos a tenebrosa subida que nos iria levar até perto das lagoas.


Confirmou-se, aqui, a excelente forma do Mandarilo que conseguiu dominar a «besta» sempre em cima da sua bicla até ao topo. Certo é que de uma forma ou doutra estávamos todos bem lá nas alturas para receber as instruções do Mister que tinha telefonado naquele momento para se inteirar da situação.
Para alcançar as lagoas, sabíamos que tínhamos de atravessar o rio que as alimenta e as estratégias foram basicamente as mesmas que da 1ª vez (ver relato http://bikenaturas.blogspot.pt/2011/06/sr-da-graca-facil-muito-facil.html).


Nas lagoas o ambiente já estava animado por um grupo de jovens espanhóis que encontraram, e bem, neste recanto o local ideal para passar o dia. Foi pena não podermos esperar pelos grelhados que, entretanto, começavam a cheirar, e tivemos que nos contentar com as sandes diversas, os pastéis de bacalhau e a aletria.
O percurso para a Sª. da Graça revelou-se bastante diferente que o anterior. Duvido mesmo que o «trackista» que o desenhou saiba andar de bicicleta, não deixando de fora ideia do seu autor ser mesmo uma cabra.

…Meu caro Skriba! Ainda bem que não foste, porque das lagoas até entrarmos no trilho que nos levaria até à estrada da Sª. da Graça, poucos foram os momentos que as nossas burras carregaram connosco ao ponto de deixar desesperado o nosso Tenor, que ponderou, mesmo, a hipótese de desistir, juntamente com Riones. Mas alguém lembrou que eles eram uns Bikenaturas e que desistir não cabe no espírito destes. Contudo, dumas leves cãibras não se livraram e com um pouco de repouso e alguma hidratação continuamos a nossa aventura.

Agora, já por caminhos dignos de betetistas, finalmente, alcançamos o estradão que nos levaria ao nosso desígnio.
 
A alegria que transparece do rosto de Riones pela satisfação de ter conseguido este feito; o ar austero de Mandarilo como que a dizer que é ele quem manda nas alturas e a sensação do dever cumprido por parte dos restantes Bikenaturas levou-nos a pensar que, afinal …«isto foi canja!!!»

A descida até ao parque de campismo foi feita nas calmas porque as burras ficaram todas desengonçadas.