Passeio á Povoa para ver as sereias.

Próxima saída domingo 25 de Junho pelas 8,30 na Paluse

quinta-feira, 24 de março de 2011

NA ROTA DE LUSTOSA

O dia estava ameno e o sol já raiava no horizonte a prenunciar a Primavera que chegava.
     No local do costume já marcavam presença o Scriba, o Wolf, o Batedor e o Querqus.
    Todos ficaram um pouco surpresos quando me viram chegar acompanhado pelo nosso já conhecido Avelino Carvalho que nos granjeou com a sua presença nesta bela manhã domingueira.
     Alguns minutos depois lá apareceu o Tenor sem Riones (outras tarefas o impediriam de vir).
     O nosso Marcamano também tinha prometido marcar presença e por isso estranhamos a sua ausência. Pensamos logo que bastaria uma chamada/despertador para o pôr em acção. Para acelerar a saída decidimos ir ao seu encontro.

    Pelo caminho aproveita-se sempre a estação de serviço da Galp para atestar os pneus.


   Era tempo de decidirmos a rota. E, se na maior parte das vezes a dúvida é muita no rumo a seguir, desta feita, o Batedor, como lhe compete, já vinha com ele delineado.
   - Por que não fazermos o circuito BAIRRO-AVES-RORIZ-CODESSOS-LUSTOSA-VIZELA-AVES-BAIRRO? Propôs ele. Como é que ele podia ser contrariado!?
   Descemos até Caniços para atravessarmos o rio Ave através da antiga ponte dos Caminhos de Ferro em direcção a Sense, onde nunca perco a oportunidade de apreciar o ponto de confluência deste e do rio Vizela. Logo a seguir esperava-nos uma subida curta mas com uma inclinação acentuada.
   Atravessamos Vila das Aves por algumas ruas por nós já sobejamente conhecidas que nos levaria até S. Tomé de Negrelos.

   Encetamos a subida longa e desgastante até ao cimo de Roriz que veio a originar uma pequena desintegração do grupo e que suscita em mim uma pequena crítica e uma chamada de atenção para que nunca seja posta em causa a coesão dos BiKeNaTuRaS, que tem estado e deverá estar sempre presente no nosso espírito. Sem ela, a essência do grupo esvai-se e definha-se.
   Foi a partir daqui que o nosso Batedor decidiu deixar o alcatrão e o paralelepípedo e enveredar por percursos dignos dos betetistas.

   Acreditem todos os amantes da modalidade que nestes montes entrincheirados pelas povoações de Codessos/Lustosa/Vizela/Vilarinho, encontram trilhos e caminhos para todos os gostos. Alguns, bem capazes de nos fazer emergir toda a adrenalina que possuímos. Que o diga o Batedor, pois via-se-lhe no rosto a alegria com que ele os devorava e que, em determinada altura, julgou estar na Serra da Cabreira, tal era a semelhança dos trilhos e da própria paisagem envolvente.


   Outros, porém, não muito aconselhados aos incautos, e melhor mesmo, é percorrê-los muito descontraídos como bípedes.

   Porém, o tempo não pula mas avança e o momento era, novamente, de voltar ao alcatrão.
   Descemos até Vilarinho para apanhar a VIM que nos traria quase até Bairro.
   Um voto de agrado pela assiduidade com que o Querqus nos começa a acompanhar.

 De acordo com os valores registados nos diversos conta-quilómetros verificados foram devorados, em média, 46.365 m.
El Presidente

Os BiKeNaTuRas:
 e 

E o amigo Avelino:


sábado, 12 de março de 2011

MIRAGEM DE PITÕES DE JÚNIAS MAS COM REAL COZIDO E POSTA

   Montalegre é, para nós, sinónimo de cozido suculento e não só. Por isso como os BiKeNatuRaS, são movidos  pelo instinto gastronómico,  lá foram impelidos, pela segunda vez , para área "protegida" da gostosa carne barrosã. 
   A grande novidade neste passeio foi sem dúvida a participação dos novos BiKeNaTuRaS...o Riones e o Marcamano que se defenderam muito bem ao longo das subidas conquistadas.


   Antes de chegar a Montalegre passámos pelo restaurante "Pinto" para reservar o repasto e tomar a bica da praxe. 
   Chegámos a Montalegre pelas 9h40 onde deixámos os veículos e montámos as nossas "burras" em direcção a Pitões de Júnias.



   Descemos em direcção à Avenida da Marginal do Cávado onde apontámos as biclas para Donões através de um estradão enlameado e por vezes "imbiclavél".


   Tivemos o privilégio de "cumprimentar"  cavalos e um asínino envergonhado que por aí descansavam.

  Doucement... chegámos a Donões onde podemos admirar as suas casas, ruas e até alminhas típicas desta região.

   Depois desta diminuta paragem encetámos uma curta mas ameaçadora descida até à freguesia de Sabuzedo. Aqui encontrámos novamente as casas em pedra, as estradas construídas com "calhaus" e o musgo sarapintando as fachadas e escadas dos ditos lares. 

   Deixando esta aldeia típica iniciámos uma longa subida íngreme com quase 5 quilómetros. Após um início em alcatrão a subida foi composta de terra, calhaus, areia e lama. Ao longo da subida tivemos como companhia o nevoeira e em algumas partes uma chuva miudinha que se tornou irritante. Estes momentos fizeram-nos recordar o dia terrível passado em Jales ( A lama que se tornou ouro). O panorama apesar do contratempo meteorológico deixava adivinhar algo de fascinante  para os olhos. 

   Infelizmente deparamos-nos com algo que pensávamos impossível para esta altura do ano...Incêndios! É verdade! Vimos extensas áreas negras e ainda fumegantes.

   E foi a partir daqui que o "desnorte" começou... Sim porque em vez de virarmos à esquerda seguimos em frente o que nos levaria ao oposto a Pitões de Júnias...E além de irmos em sentido contrário penámos ao longo de alguns quilómetros bem rudes. No entanto a paisagem era deslumbrante...


   Embora perdidos o lanche não deixou de aparecer... 

   E também para as "burras"...

   Aviado o lanche retomámos a biclada pelo monte acima. o Ninja ainda exortou os BiKeNaTuRaS a desencalhar a "Excalibur" mas nenhum  "biclaleiro" é descendente do rei Artur por isso ficou ali a espera do seu dono...

   Continuámos monte acima até chegarmos à última grande decisão, claro que não sabiamos que iria ser tão preponderante para o desfecho do passeio, que foi decidir se rumávamos em frente ou à direita...Após ter reunido o Conselho BiKeNaTuRas a última hipótese foi a escolhida... ERRO GRAVE! mas quem não erra?... Nesse local podemos constatar, pelo marco, que estávamos na raia fronteiriça. 

   Montadas as "burras" lá retomámos o caminho sempre acompanhados pela chuva e o nevoeiro que não nos queriam largar. No entanto o trilho era mais suave e de uma beleza fotográfica.

    E chegámos tão alto ( +/ 1300 m) que ainda havia vestígios de neves... El Presidente chateado por não ter deixado espaço para a sua " burra" abordou as presentes com toda a magnificência... mas sempre com um sorriso.  Parabéns El Presidente!  há que fazer sentir aos vassalos que o respeito é muito bonito...  

   Terminado este episódio iniciámos uma pequena descida que nos levou a mais uma duvida sobre o rumo a seguir. A nossa sorte foi encontrar um jipe cujo ocupantes indicaram-nos o caminho a seguir e ficámos a saber que de facto estávamos no lado oposto a Pitões de Junias.

   A boa nova foi, pelo menos, que era sempre a descer até Montalegre. E lá fomos empurrados pela descida até à freguesia de Padroso onde pudemos apreciar esta bela aldeia.

   Serviu esta aldeia para tirar a foto de "família" e de nos prazentear com a passagem da "carne barrosã ".

     Daí até Montalegre foi um "tirinho" . Já na cidade encontrámos uma bicla bem peculiar...

   E assim estava concluída a 1ª parte desta jornada.

   Depois de termos feito da carrinha um vestuário ambulante dirigimo-nos para a segunda etapa que era tão desejada como a primeira...COMER!!!
   Chegámos ao restaurante Pinto onde nos esperava um ágape já bem conhecido dos BiKeNaTuRaS. No entanto o que é bom tem de ser louvado mas o que é mau também tem de ser denunciado. Deste modo a única nota negativa do repasto residiu no primeiro vinho servido que era de muito má qualidade. Contudo esta contrariedade foi de pronto resolvida pelo patrão do estabelecimento.
   O almoço foi, como sempre, divertido e copioso em todos os sentidos. Os BiKeNaTuRaS "ancestrais" apreciaram  os Neo-BiKeNaTuRaS que denotaram a aptidão primordial para pertencerem aos BiKeNaTuRas...serem uns excelentes "garfos".


    Findo esta segunda etapa e depois de alguns BiKeNaTuRaS deitar fumo (praxe?) iniciámos a derradeira com uma visita ao castelo de Montalegre. Infelizmente a chuva contrariou este desejo e seguimos para Pitões de Júnias utilizando a EN 308.

   Já em Pitões de Júnias deleitámo-nos com as suas casas, ruelas e paisagens típicas da região. O bom humor estava bem patente nos rostos dos BiKeNaTuRaS que gozaram estes momentos inolvidáveis.

   Tomámos uma bica e jogámos matraquilhos na "Casa do Preto"  onde éramos os únicos clientes.

   Para terminar fica esta foto...

   E pronto! Cheguei ao termo de mais um relato onde as peripécias deste dia ficarão nos cérebros dos BiKeNaTuRas para muitos e muitos anos...

   Resta-me dirigir algumas palavras ao nosso estímado Querkus que se encontrava enfermo e não pôde participar neste passeio. A tua ausência foi relembrada várias vezes devido à tua boa disposição e pelos teus comentários sábios sobre a flora.
O Skriba
Foram "barrosados" 24 km.

Os BiKeNaTuRaS:
 ,  ,, e 



Prefil de altitude (altimetria) Elevação: 1039 m @ 16.7 km (3409 ft @ 10.4 mi)